Novo Financiamento Imobiliário com IPCA: entenda o lançamento da Caixa

A Caixa Econômica Federal lançou um novo financiamento de casa própria corrigido pela inflação e com juros fixos mais baixos ao ano, que promete aquecer o mercado imobiliário. O novo modelo é opcional e só será válido para novos contratos, ou seja, financiamentos em andamento não poderão ser alterados.

Prometendo reduzir o valor das parcelas iniciais e ampliar o acesso ao crédito, o compromisso é que esse modelo torne mais fácil conseguir crédito imobiliário, tornando-se mais barato e variando de acordo com o índice de inflação. A seguir, separamos informações que vão ajudar a entender melhor essa nova linha de financiamento. Acompanhe!

Uso da inflação no novo financiamento

As linhas de crédito que já estavam em vigor eram de 8,50% a 9,75% ao ano, corrigidas pela Taxa Referencial (TR), definida pelo Banco Central considerando a média de rendimento de títulos públicos prefixados de curto prazo e um fator de redução, ficando assim a serviço da taxa Selic.

O comprador interessado pode optar pelo modelo tradicional com juros maiores e TR, ou pela nova linha, com juros menores e taxas variáveis, no entanto, a mudança de um financiamento que já tenha começado para outro, não será permitido.

O novo financiamento utiliza juros reduzidos que variam entre 2,95% a 4,95%, mais a inflação oficial do país, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Os juros do novo financiamento são para subsidiar imóveis pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), não sendo válidas para o Minha Casa Minha Vida, linha de crédito  imobiliário com juros mais baixos até o momento.

A nova linha está disponível desde o mês de agosto e pode ser usada para financiar até 80% do valor de imóveis novos e usados, com até 360 meses de prazo (30 anos).

Já o novo financiamento corrigido pelo IPCA depende totalmente da atividade do mercado e inflação, menos previsível, mas ainda em prazos longos como em financiamentos imobiliários. 

Risco de aumento da inflação

O comprador não terá nenhum mecanismo de proteção caso a inflação volte a subir. Esse risco é assumido por quem opta pela linha de crédito, tornando-se um financiamento pouco previsível. 

Público para as taxas

No novo financiamento, as taxas de 2,95% serão oferecidas exclusivamente para interessados do setor público, que recebem seus salários no banco. Para os demais compradores, como trabalhadores do setor privado, as taxas começam a partir de 3,25% ao ano, e o teto será de 4,95% para os dois casos.

O mercado financeiro tem como previsão que a inflação termine o ano em 3,71%. Isso significa que o crédito imobiliário teria em média, o custo de 6,71%. A expectativa da inflação para 2020 é de 3,90%, levando a taxa média para 6,90%. 

Em outras palavras, o novo financiamento só será vantajoso caso a inflação se mantiver baixa. Caso ocorra um disparo, o financiamento imobiliário pode pesar no orçamento familiar. 

Fatores que influenciam o novo financiamento

Para conceder créditos no novo financiamento, o que será considerado é a relação do cliente com a Caixa. Os compradores que já são correntistas, tem bom histórico de crédito no banco ou fazem investimento pela Caixa, terão prioridades na hora de conseguir as melhores taxas.

Outro fator que deve influenciar na taxa é a cota do financiamento. Como em outras modalidades, se maior a entrada e menor o percentual financiado, mais baixos vão ser os juros. O prazo para quitação também fará diferença na negociação. Quanto mais longo o financiamento, maiores as taxas.

Vantagem do novo modelo

Com o crédito atrelado ao IPCA, o novo financiamento permite que a prestação de entrada seja mais baixa. Com esse novo modelo, famílias que não tinham acesso imobiliário antes, passam a ter, realizando o sonho do primeiro imóvel próprio. 

A modalidade ainda é atraente para pessoas de classe média, com condições de oferecer entradas maiores. De acordo com a amortização, as condições podem ficar apertadas.

Segundo a tabela Price, o comprador pode financiar 70% do valor do imóvel, comprometendo somente 15% de sua renda mensal em prestações. Já no sistema SAC, o prazo máximo diminui de 35 para 30 anos, comprometendo até 20% do valor da renda para cada prestação.

Outro benefício da nova linha de crédito é a tendência a trazer a redução na renda exigida para a obtenção do empréstimo. Com valores de parcela mais baixos, a renda para o acesso ao financiamento tende a diminuir. 

Utilização do FGTS

Os trabalhadores podem usar recursos da conta do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), para o novo financiamento, desde que o imóvel seja avaliado em até R$ 1,5 milhão. O valor também poderá ser usado para abater o saldo devedor ou valor das prestações.

Mudança de modalidades

Depois de aderir a um financiamento por sistema de amortização como a tabela Price ou SAC, não será possível que o consumidor mude para uma outra linha de crédito, mesmo que troque de instituição financeira. 

Financiamento pelo Minha Casa Minha Vida

Mesmo com a introdução do novo financiamento da Caixa, o Minha Casa Minha Vida não sofrerá alterações, já que segue legislação específica. Seus juros continuam variando entre 5% e 8,16% ao ano, mais a TR, e seu prazo máximo para financiamento é de 30 anos.

Com as informações acima, você pôde entender um pouco mais sobre o novo financiamento da Caixa. Lembre-se que as outras formas de empréstimo continuam a funcionar. Por isso, vá até uma agência e avalie a melhor linha de crédito para seu perfil.

Ainda com dúvidas sobre como financiar seu imóvel? Então, fale conosco! Estamos prontos para atendê-lo!

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